Secretaria de Missões da Igreja Assembleia de Deus Ministério no Ipiranga

Evangelho na cultura ou cultura no evangelho?

Nos dias de hoje percebemos uma preocupação por uma homogeneização e unificação de ideais, buscando um único sistema, refletindo no Cristianismo, o que poderia ser dito acerca das diferenças culturais e sua aplicação. Algumas questões precisam ser levantadas:

 Poderíamos unificar todo o Evangelho a um sistema, diante da diversidade de cultura em que cada grupo étnico apresenta? Poderia ser ignorados seus dialetos, modos de pensar e suas memorias coletivas locais? O objetivo do Evangelho consiste em transformar as culturas num estado profano a um estado santo, mas como funciona este processo? O que está acontecendo não é uma transfusão de culturas? Estamos levando o modelo brasileiro ou americano, ou melhor, ocidental como o mais adequado, e qual seria o modelo mais próximo das Escrituras? Devem ser todos moldados a moda brasileira, ou as fronteiras culturais devem ser respeitadas? E se há uma fronteira cultural, há possibilidade de um diálogo entre as culturas de modo que aja uma reconciliação de ideias que não conflitem seus modos de pensarem?

Diante destas indagações acerca da diversidade cultural, o risco ao apresentar o Evangelho percorre em pelo menos dois extremos, o sincretismo, quando o Evangelho dilui seus significados com outras crenças locais, sendo adaptado de forma que a essência seja comprometida, o outro risco seria o nominalismo, quando o Evangelho se apresenta com formas culturais do emissor, levando seus costumes, valores e indumentaria cultural impondo um modelo pronto de sociedade cristã, como se sua cosmovisão fosse única forma de expressão que o Evangelho aceita, gera-se assim o imperialismo.

Diante destas dificuldades precisamos delimitar quais códigos serão determinantes neste diálogo entre as culturas distintas, contextualizando de maneira bíblica e sadia a mensagem que é a toda criatura, ou seja, Deus fala na língua do povo, em seu ambiente e cultura.

 

Ocidental

Vestimentas com todo o corpo coberto – a falta deste, é considerado má conduta.

Não consome bebidas alucinógenas – o uso deste é considerado imoral.

Cultos com instrumentos eletrônicos e metais.

Há uma hierarquia bem definida.

Templos e escolas.

Língua falada e escrita, com literatura para todo tipo de assunto

 

Tradicional

Vestimentas com mais ênfase no significado do que no cobrimento do corpo.

Bebidas ainda que não alcoólicas, porem são alucinógenas.

Cultos com instrumentos artesanais, como tambores, batuques e flautas.

Geralmente não há templos, o lugar é definido como sagrado.

Língua somente falada, não há literatura, toda tradição passada oralmente.

Sabemos identificar as diferenças, mas como criar o dialogo teológico e eclesiástico, ou até mesmo litúrgico, sem que os conflitos não aconteçam? Podemos começar em separar aquilo que é essencial e central, daquilo que é periférico e superficial nas Escrituras Sagradas, por exemplo, usar ou não um objeto no braço afeta as doutrinas centrais?

De certo modo, as discussões hoje em dia são mais culturais do que bíblico, a má compreensão da missão de Deus, do Evangelho e do plano de alcançar as nações, afetam diretamente em nossas estratégias missionárias, um caminho seguro seria uma contextualização, mas então a questão é como contextualizar?

Miss. João Paulo Vargas

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