Secretaria de Missões da Igreja Assembleia de Deus Ministério no Ipiranga

O choque cultural e suas implicações no trabalho missionário

Atualmente há uma visão renovada sobre a responsabilidade das igrejas de todo o mundo de levar a todas as pessoas as boas novas da salvação. Isso pode ser observado não somente pelo novo interesse em missões, ocorrido no Ocidente, mas também pelo rápido crescimento da ação missionária na Ásia e África.

Com essa visão houve a compreensão de que o trabalho missionário deve ser mais sensível às pessoas e às suas culturas. Deus não é um Deus tribal e sim Deus do mundo e o evangelho é para todos, sendo assim a igreja é um corpo que transpõe as barreiras da etnia, da classe social e do nacionalismo que dividem os homens. Diante disso os missionários necessitam não somente de uma compreensão sólida das Escrituras, mas também de um profundo conhecimento das pessoas a quem servem.

Como podemos conhecer a mensagem bíblica? É claro que podemos estudar a Bíblia, a teologia e a história. Mas o missionário precisa aprender sobre o cenário contemporâneo e essa ajuda vem da Antropologia, Sociologia e outras ciências do homem. A Antropologia pode-nos fazer entender situações transculturais.

Quando chega o momento do missionário ir ao campo missionário é uma festa a despedida, afinal alcançou o momento tão esperado depois de um longo período em treinamento. Mas ao chegar a seu destino as dificuldades se apresentam, seja na alimentação, no idioma, costumes diferentes. Tudo é estranho, todo mundo se parece, são poucos os amigos a quem possa pedir ajuda e não podem admitir derrota e voltar para casa.

O que causa esse desconforto psicológico quando entramos em uma nova cultura? Como poderíamos suspeitar, não é o cenário de pobreza e sujeira. Nem é o medo de doenças, embora quem esteja passando pelo choque cultural se preocupe muito com a limpeza e a saúde.

O choque cultural é a desorientação que vivemos quando todos os mapas e diretrizes culturais que aprendemos quando crianças não funcionam mais. Atinge a maioria das pessoas que vai fundo em novas culturas.

O primeiro choque que geralmente experimentamos em uma nova cultura é a nossa incapacidade de comunicação. Outra frustração é a mudança na rotina diária. Em um ambiente novo, até tarefas mais simples tomam uma grande soma da energia física e tempo. Outro choque é ao tentar criar novos relacionamentos, o estresse é grande pela dificuldade em falar o idioma e também em entender as nuanças sutis na forma de se relacionarem.

Os sintomas do choque cultural surgem às vezes sem serem percebidos, onde o missionário acredita que esteja funcionando normalmente. Mas ele muda a percepção da realidade e debilita o corpo. Os sintomas são:

  • O estresse crescente que persiste muito tempo depois de passados os acontecimentos que o causaram.
  • A doença física que aparecem após um alto nível de estresse. A doença num ambiente estranho só aumenta a ansiedade.
  • Depressão Psicológica ou espiritual. Sentimento de fracasso e incapacidade de lidar com os problemas de viver em uma nova cultura.

O ciclo do choque cultural

Ele é um ciclo e no momento certo os traumas de adaptação a uma nova cultura irão acabar. As fases são:

  • O Estagio de turista. A primeira reação a uma nova cultura é a fascinação. Os turistas comuns voltam antes que essa fase termine já o missionário veio para ficar então significa que irá iniciar a difícil jornada de se tornar membro de uma nova cultura.
  • O Desencanto. O estagio turista termina quando o missionário sai da condição de visitante para se tornar membro da cultura. O resultado é desencanto, pois não é mais emocionante aquela cultura estranha. Esse estágio marca a crise na doença. Na maioria das vezes como reagimos a ela determina se ficaremos ou não e como vamos finalmente nos adaptar a nova cultura.
  • Resolução. A restauração do humor sempre marca o inicio da recuperação. Nesse estágio, a maneira de como nos relacionamos com as pessoas e a cultura é particularmente crucial porque os padrões de adaptação que formamos aqui tendem a permanecer conosco.

 Aprendendo a Adaptar-se a Novas Culturas

Todos nós vivemos o deslocamento ao mudarmos para novos ambientes, alguns mais que outros. O choque cultural raramente é definitivo. Com experiência e paciência todos aprendem a viver de uma maneira ou de outra em novos ambientes culturais. O choque cultural também depende dos métodos utilizados para lidar com as diferenças culturais que são eles:

  • Reconhecer a ansiedade. O medo é uma resposta humana importante que nos faz reagir a perigos imediatos e específicos. Quando olhamos conscientemente para os nossos receios, podemos elimina-los mudando o estilo de vida, uma vez que se deixarmos a maioria deles aprenderemos a viver na nova cultura.
  • Aprendendo a nova cultura. Aprender pode ser uma provação terrível ou uma experiência nova emocionante. A diferença sempre está na atitude tomada com a nova situação.
  • Desenvolvendo a confiança. Aprender uma nova cultura e gostar dos seus hábitos não é o suficiente. Pode fazer isso e ainda permanecer como estrangeiros, para quem as pessoas olham desconfiadas. Só quando as pessoas desenvolvem a confiança é que ouvirão o que o missionário tem a dizer.
  • Lidando com o estresse. Reduzir o estresse sempre é possível, é necessário sempre monitorar os sentimentos e o que esta causando maior estresse.
  • Estabelecer metas realista. Uma maneira importante de reduzir o estresse é estabelecer metas realistas. A única forma de lidarmos com o estresse produzido por essa grande discrepância entre o que esperamos de nós ( e dos outros) e o que na verdade podemos fazer, é reduzir nossos objetivos a proporções realistas.
  • Cuidar de si mesmo. Há momentos em situações transculturais que não importa o quanto o missionário se esforce, o nível de estresse aumenta. Cuidar de si mesmo também implica em monitorar o tempo de exposição a situações particularmente estressantes.
  • Repartir a carga. É um engano acreditar que o missionário não precisa de alguém para pastoreia-lo, como missionários possuem a grande necessidade de alguém a quem possa se voltar para aconselhar espiritualmente e pessoalmente. Como todas as vocações, ser missionário tem seus próprios problemas e tentações.

O choque cultural é uma experiência importante porque através dele o missionário desenvolve atitudes e tipos de relacionamentos que irão caracterizar a natureza e a eficácia do seu ministério naquela sociedade. 

Fonte: O Evangelho e a Diversidade das Culturas; um guia de antropologia missionária; Paul G. Hierbert, 1999.

Reportagem/SEMADI

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